Apresentação da Seleção Brasileira – A
Seleção Canarinho tem a missão de conquistar o hexacampeonato mundial em
casa e já está reunida na Granja Comary, em Teresópolis. No primeiro
dia de concentração para a Copa do Mundo 2014, nesta segunda-feira (26),
deu para perceber o discurso de otimismo que vai nortear a preparação
da Seleção Brasileira rumo à difícil tarefa de recuperar o domínio do futebol mundial no Mundial de Seleções da FIFA.
Carlos
Alberto Parreira foi o primeiro a falar em nome do time. Veterano em
Mundiais, prestes a disputar a quinta edição da competição, o
coordenador técnico da Seleção acredita que a equipe sabe como fazer uma
preparação sem oba-oba, mas também sem ficar enclausurada e afastada
dos torcedores. Segundo ele, isso é mais da metade do caminho para ser
campeão e exorcizar a derrota na final da Copa de 1950 no Estádio Maracanã.
“Nós acreditamos mesmo. Já me contaram de tudo oque aconteceu em 1950. Houve intervenção de muita gente, artistas, políticos, torcida. O ‘fora do campo’ não ajudou. A primeira coisa que precisamos fazer é ganhar fora do campo. E não é fácil, envolve muitas coisas: logística, questões operacionais, a formação da equipe. Quando a gente consegue fazer esse trabalho, fica mais fácil. Então já estamos com a mão na taça”, disse Parreira, que deu entrevista coletiva ao lado do auxiliar técnico Murtosa na renovada Granja Comary.
Parreira
minimizou a importância da derrota de 1950, já que o Brasil conseguiu
conquistar outros cinco títulos depois. Mas também reconheceu que vencer
em casa é necessário para exorcizar de uma vez por todas qualquer
fantasma que ainda possa assombrar o futebol brasileiro por causa
daquela Copa.
“É a oportunidade de ganhar um título que está entalado há 64 anos. Somos a única grande seleção que ainda não tem um título em casa. Já ganhamos bastante, para nós isso está ultrapassado, mas precisamos desta vitória para acabar com essa história”, afirmou o coordenador da Seleção.
Sobre os treinamentos, Parreira fez questão de explicar que a Seleção não ficará tão fechada para visitantes e torcedores quanto na última Copa, na África do Sul, em 2010, nem tão aberta quanto em 2006, na Alemanha – a preparação foi feita em Weggis, na Suíça. A intenção é dar aos jogadores o maior sossego possível, mas que eles possam sentir o clima de uma competição deste tamanho no Brasil.
“Nós vamos
tentar evitar os dois extremos, abertura total e fechamento total. O
importante é que treinem com tranquilidade e segurança”, explicou
Parreira. “A Granja Comary não tem capacidade para receber duas mil
pessoas por dia. Então também é uma questão de segurança não abrir os
treinos para todo mundo. Vamos sortear 10, 15 torcedores para virem ver
os treinamentos ocasionalmente.”
Apresentação
Os 22 jogadores da Seleção Brasileira que se apresentaram no Rio de Janeiro – Marcelo, do Real Madrid, ganhou mais tempo depois da conquista da Liga dos Campeões no último sábado e só chega na quarta-feira – subiram a serra fluminense num ônibus. Na Granja Comary, foram recepcionados pelo técnico Luiz Felipe Scolari, que já está no local desde domingo com o restante da comissão técnica. Os dois primeiros dias de trabalho estão reservados aos exames médicos.
Já se
sabe, no entanto, que nenhum dos atletas apresentou problemas de
contusão na chegada. “Felizmente, pelo primeiro contato, já sabemos que
ninguém tem problema de lesão. Isso para nós é importantíssimo. Agora, a
partir dos exames, a gente vai saber das reais condições deles.”
A Seleção
Brasileira treina na Granja Comary sem intervalos até 1º de junho,
quando viaja para Goiânia, onde vai fazer um amistoso contra o Panamá,
no Serra Dourada, no dia 3. Três dias depois, enfrenta a Sérvia, no
Morumbi, em São Paulo. A estreia na Copa do Mundo está marcada para 12
de junho, na Arena Corinthians, contra a Croácia.
Giuliander Carpes, do Portal da Copa em Teresópolis (RJ)
Edição de William Camargo/Folha Paulistana
Edição de William Camargo/Folha Paulistana







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